Intimacy-Mind Intimidade-Mente

Paulo Alexandre
e Castro

     Metafísica da Imaginação - Estudos sobre a Consciência Irrealizante a partir de Sartre, Lisboa, BonD-Quimera Editores, 2006.

                                                                                                   

Índice  

Prefácio e advertência 13

I – PARTE

I- Introdução ao(s) problema(s) da imaginação.

a) Introdução temática. Algumas divagações breves em torno da imaginação. 21

 

b) Reflexões sobre as primeiras obras de Sartre. O que se apresenta n’ A Imaginação e o que fica por apresentar. O que é apresentado n’ O Imaginário e o que fica por apresentar. O início da Imaginação em Sartre.  37

 

c) A primeira obra ou como Sartre se torna filósofo: La transcendence de l’ego. Os problemas relativos à consciência e ao ‘ego’. O futurismo fenomenológico de uma proposta ou como Sartre se emancipa de Sartre. Críticas à transcendência do eu. 44

 

d) Primeira abordagem à Consciência Irrealizante. Re-definição de uma consciência que empreende a fuga do real ou a consciência imagenizante na irrealidade do mundo. Observações preliminares sobre o objecto ‘irreal’. 57

 

II – PARTE

 

I- A colocação do problema da (e na) imaginação. As teorias clássicas na interpretação da imaginação. A imagem-coisa, a coisa-imagem, as coisas e as imagens, as imagens das coisas e outras coisas.

a) Uma outra introdução à imaginação. Descartes diverte-se com espíritos animais e admite o auxilio da imaginação ou como imaginar Descartes sem imaginação. 65

 

b) Espinosa ou a imaginação de Deus. A imaginação não distingue o verdadeiro do falso, não permite o conhecimento adequado, é a única causa da falsidade, mas ilustra muito bem as ideias espinosanas. 72

 

c) Leibniz e David Hume. A conciliação (imaginativa) das coisas e das imagens pelas leis de associação, ou como uma cadeira em imagem pode ser igual a uma cadeira na realidade. 82

 

d) Kant, o filósofo do esquematismo, tem alguma imaginação! Bergson para além do riso, tem intuição filosófica e matéria própria para a memória, mas não tanto para a imaginação. 89

 

e) Considerações genéricas em torno dos psicólogos e das suas teorias da imagem ou como imaginar a imaginação na psicologia associacionista/experimental. 100

 

II- Husserl, Heidegger e outros: questões /relações do Ser e do Nada

 a) A imaginação em Husserl segundo Sartre: brevíssima abordagem a uma teoria complexa. Noções indispensáveis para uma teoria da consciência imagenizante. 109

 

b) Começar com Heidegger - O nada na construção do sistema metafísico-ontológico. Pequeno recuo a Parménides para não-ser. Repercussões de mestres do passado: Dom Deschamps e o nada do todo e a essencialidade do nada em Bossuet.  117

 

III – PARTE

 

I- O Imaginário - Psicologia fenomenológica da imaginação. Metafísica da Consciência Irrealizante.

a) De novo (e sempre) o diálogo com Husserl: a estrutura intencional da imagem; Percepção e Imaginação. Advertência: a consciência imagenizante não é consciência de imagem. Uma antecipação às acaracterísticas da imagem. 129

-  O Certo - Características sartreanas da imagem.

a) (1) A imagem é uma consciência (2) O fenómeno de Quasi-Observação (3) A consciência imagenizante põe o seu objecto como um certo nada (4) a espontaneidade da consciência que imagina. Definir a Consciência Imagenizante. 135

 

b) A (grande) família da imagem: Imagem, retrato e caricatura. Do signo às imagens: A consciência das imitações e os desenhos esquemáticos. O acto mágico. 148

 

c) Outros membros da família da imagem: rostos nas chamas, manchas nos muros e rochas de forma humana! Das imagens hipnagógicas à imagem mental. 166

 

III- O Provável – A natureza do analogon na Consciência Imagenizante.

a) Um certo ‘saber’, uma certa ‘afectividade’, e um certo ‘movimento’ ou os elementos noéticos da consciência imagenizante. A palavra e a imagem mental.  177

 

b) O modo de aparição da coisa na imagem mental. Dois contra-princípios ou a desobediência filosófica do objecto da imagem. 187

 

IV- O papel da imagem na vida psíquica. A compreensão imagenizada e as ilustrações. Imagem, pensamento e percepção. 193

 

V- A vida imaginária. Condutas da consciência face ao Irreal.

a) O objecto irreal. A ausência e a inexistência como determinações. A crença. 201

 

b) Condutas da consciência face ao irreal - o “anti-mundo”. O corpo e o sentimento na constituição da imagem. Preferir uma vida imaginária? 208

 

c) Patologia da imaginação ou a conduta alucinatória do esquizofrénico. O sonho ou a afirmação da liberdade face a uma certa náusea do mundo. 215

 

d) A imaginação e a obra de arte. Algumas pinceladas reais num objecto irreal. Pequena conversa com Husserl sobre uma possível teoria estética do objecto irreal. O olhar de Dufrenne. O objecto estético como ‘irreal’ e horizonte da Consciência Irrealizante. 227

 

IV – PARTE

 I- Considerações filosóficas da teoria da imaginação sartreana.

a) Curta abordagem: Merleau-Ponty e a crítica ao "pensamento da negação". Uma teoria da imagem e a imaginação como o pensamento pela metade. 235

b) Contributos para um diálogo Sartre vs Damásio. A emoção de Damásio e a afectividade em Sartre - O erro de Damásio ou como ignorar a consciência imagenizante - O erro de Sartre ou a obstinação com a fenomenologia. 239

 

II- Esboço para uma conclusão sobre a Consciência Irrealizante. As conclusões: a conclusão de Sartre e a nossa conclusão. 

a) A conclusão de Sartre ou o tempo de imaginar. Revisão e ou inovação? 253

 

b) A nossa conclusão e a crítica de Gilbert Durand. Para uma Metafísica da Consciência Irrealizante. 258

 

Bibliografia  271

 

[disponível nas livrarias: Bertrand, livraria da FLUL, Fnac, Caleidoscópio,  etc]

Se deseja adquirir on-line, veja por exemplo em 

http://www.wook.pt/ ou www.livrarialeitura.pt