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Paulo Alexandre
e Castro

Notícias / News

 

Apresentação do Livro «Mark Rothko e Romy Castro», no Grémio Literário em Lisboa (Rua Ivens, 'chiado') pelas 18h no dia 13 de dezembro de 2013, com a participação da pintora.

 

 

 

 

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Entrevista concedida ao Programa «Casa das Artes» da RTP-Madeira, a propósito da apresentação do livro Gramática do amor tecnológico em Câmara de Lobos, dia 18 de Novembro de 2009, com apresentação da jornalista Claudia Rodrigues (passado dia 20 Nov 2009)

                                                                      

 

Apresentação do livro:

 

Antologia da Moderna Poética Portuguesa, da Seda Publicações, no FantasPorto, dia 02 de março de 2013, pelas 15h30m.

 

 

 

Já escrevi algures que de entre os novos nomes da literatura portuguesa contemporânea, Paulo Alexandre e Castro é um dos mais promissores. Depois dessa pequena obra de arte que é Loucura Azul, este escritor presenteia-nos com uma surpreendente e original peça de teatro.
Os protagonistas são três loucos num hospício. Desde logo, é um regresso à profunda, imensa, questão: o que é a loucura? Quem são os loucos? E daqui partimos para a questão que mais nos interessa: qual a quota-parte de loucura que nos é necessária para ser feliz?
É nestas coisas que o livro nos deixa a pensar. João, Pedro e Nuno são os loucos. Ou serão apenas infelizes? Ao longo do livro, é nítido o esforço que eles fazem para assumir comportamentos, raciocínios e emoções consideradas “normais”; tentam fugir da loucura assumindo uma assustadora lucidez. No entanto, parece óbvio que nada mais fazem do que qualquer um de nós, no quotidiano: apenas procuram ser felizes. Esta questão é muito mais relevante e profunda do que parece à primeira vista, porque a sua aparente loucura (e vemos isso nitidamente no final da peça) não passa de um desajuste em relação à realidade. Essa realidade é a normalidade, apresentada na peça pelas três mulheres que visitam os “loucos”; elas surgem de repente, vindas da normalidade. No entanto, essa normalidade é negra, infeliz, cruel…
Por outras palavras: onde está a loucura, afinal: na fuga à crueldade dos dias “reais”? ou nessa realidade trágica, absurda, que levara aqueles homens aos hospício?
Afinal de contas para onde caminham João, Pedro e Nuno? De que fogem? Onde está a normalidade da vida?
Esta avalanche de perguntas, de dúvidas existenciais é o que nos fica da leitura desta peça. E não é pouco, convenhamos. São questão que sempre hão-de avassalar a alma humana… afinal de contas, João, Pedro e Nuno não são diferentes de qualquer um de nós. Qualquer um de nós foge da normalidade; qualquer um de nós será um dia apelidado de louco… mas qualquer um de nós poderá descobrir que um homem é muito mais que um carimbo social, muito mais que um nome, um tempo no relógio, uma imagem na fotografia, mais que a ilusão de uma pedra na sopa.
 
(in Blogue dos meus Livros, de Manuel Cardoso)

 

Como Foucault nos ensinou a ver, a loucura tem sido um companheiro da cultura europeia desde a Idade Média. Paulo Alexandre e Castro coloca em cena três internados com a alienação mais perigosa de todas: a lucidez. Apenas um pequeno número de outros autores construíram personagens com excesso de lucidez. Pense-se, entre outros, em O Alienista, de Machado de Assis, ou em Os Físicos, de Dürrenmatt, a que poderíamos acrescentar o Dr. Mabuse, de Fritz Lang, ou o Dr. Strangelove, de Stanley Kubrick. Seria bom que algumas peças futuras nos auxiliassem a compreender o que em Aqui Entre Nós está já equacionado: será que a vida normal, lógica e bem organizada é, de facto, uma manifestação de loucura?

 

(in prefácio, de Manuel Curado)

 

 

 

Calendário das sessões de apresentação do livro:


              Já disponível em LivrosNet ou Wook.pt !


- Torres Vedras, Bertrand do «Arena Shopping», dia 08 de Maio de 2010. pelas 16 horas, com apresentação do Prof. Doutor Carlos Guardado Silva.



  Anteriores apresentações:


- Câmara de Lobos, Biblioteca Municipal, dia 18 de Novembro de 2009, pelas 16 horas com apresentação da Drª Ana Bijóias Mendonça;

- Funchal, na Universidade da Madeira -Campus da Penteada, dia 20 de Novembro de 2009, pelas 18 horas, com apresentação da Profª Doutora Luísa Marinho Antunes (autora do prefácio);

- Torres Vedras, Auditório Municipal (Av. 5 de outubro) dia 25 de Novembro de 2009, pelas 19 horas, com apresentação do Prof. Doutor Carlos Guardado Silva e declamação do poeta Luís Filipe Rodrigues;

- Porto, Livraria Bertrand-Porto Plaza Shopping (R. Fernandes Tomás), dia 3 de Dezembro 2009, pelas 18h, com apresentação da pintora Alexandra de Pinho (autoria da capa);

- Braga, Livraria Centésima Página, dia 11 de Dezembro 2009, com a presença do Prof. Doutor Manuel Curado.



- - - - - - Leia comentários:

«Considero que a poesia de Paulo Alexandre e Castro tem momentos muito bons. Se consegue manter esta tensão criativa ao longo de todo o seu trabalho, é uma questão sobre a qual cada leitor se pode interrogar. Mas vale a pena lê-lo. E vale a pena ele continuar a trabalhar nesta vontade de fazer uma poesia onde se intersectam o banal e o sublime, ou se visa, obliquamente, a sublimidade do efémero e quotidiano... dando voz às vozes emudecidas que por toda a parte repousam, como ele diz a finalizar o poema 6.»

Vítor Oliveira Jorge (Arqueólogo/ Poeta-FLUP)

«Uma gramática pretende dar conta das regras de uma língua. No caso da Gramática do @mor Tecnológico de Paulo Alexandre e Castro é sobretudo a busca incessante daquilo que o ser humano vive, sente, pensa.»

Matilde Gonçalves (Linguista-Paris VIII)

«Dantes, o amor parecia ter sido feito no céu; agora, descobrimos o outro em esquinas estranhas da vida, como nas comunicações electrónicas dos chat-rooms da internet. O amor partiu-se e a alma de cada um de nós afadiga-se a juntar os bocados procurando em meios improváveis. Só podemos agradecer aos novos cartógrafos do amor a coragem de desenhar o mapa de como é agora o nosso desejo. A Gramática do @mor Tecnológico de Paulo Alexandre e Castro, cola-se à vida que vivemos e dá-nos os fragmentos do nosso céu partido. Só lhe podemos agradecer a coragem e o génio, porque, ao ver como somos agora, nos oferece a oportunidade de juntar as mil partes da nossa alma.»

Manuel Curado (Filósofo-Univ.Minho)

«O autor transfere para esta obra, de modo exímio, essa frágil tessitura da complexidade humana onde nos enredamos e perdemos, não raramente, de forma angulosa e perturbadora»

Ana M. Bijóias Mendonça (Profª Filosofia)